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sábado, 13 de julho de 2019

O banho à luz de vela

   Hoje eu tomei um banho à luz de vela, pois tanta coisa tem acontecido na minha vida, que eu precisei deixar a água cair no meu ombro para eu tentar colocar em ordem todos os meus pensamentos. Olha... eu nem sei por onde começar. Faz meses que eu não venho na minha casa (aqui) falar o que eu tenho sentido.
   Ano passado eu surtei: cobranças, capitalismo, vontade de ascender socialmente. Fui atrás de terapia e, graças a Deus, posso dizer que agora estou bem. Em agosto faz um ano que estou me tratando mentalmente e eu estou muito feliz por isso. Mesmo assim, algumas coisas saíram de ordem: os meus sentimentos e a minha vida amorosa tiveram altos e baixos. Nesse meio tempo que parei de postar aqui, eu gostei de dois garotos (obviamente não irei citá-los k k k k k k). O primeiro eu conheci num dia.  No outro, ele foi embora. O segundo garoto foi alguém que eu mantive contato por anos, mas éramos tão iguais que nenhum deu o braço a torcer - como sempre, eu fui embora, pois não sou daqueles que insistem em algo. 
    Eu confesso que cansei de foder por foder. Contudo, não coopero comigo mesmo para que eu mude essa situação. Como eu disse esta semana para minha psicóloga: acho que vai demorar um tempo novamente para que eu me relacione com alguém. São tantas coisas que ainda preciso colocar em ordem. Ela disse que eu dei um grande passo e algumas coisas estão mudando, será? De qualquer forma, fico feliz por isso.
   Além dessa confusão na minha vida amorosa, eu não estava sabendo lidar com a minha vida acadêmica: mudo de curso ou não? será se terei emprego? Depois de alguns meses de terapia, felizmente encontrei todas as respostas para aquelas perguntas: eu decidi ficar e eu sei que, de alguma forma, vou sair dessa situação (frases clichês demais para serem inseridas aqui). Para um garoto como eu, eu sinto que já cheguei bem longe: praticamente sou trilíngue, graduando em uma federal e outras atividades complementares no currículo. Confesso que essa parte profissional e acadêmica são as coisas que mais me preocupam no momento, porque eu quero voar e, pra isso, eu preciso sair de casa. Eu quero mostrar pra todos - sobretudo os meus pais - que eu fui embora (como eu sempre disse que ia, desde a infância). 
   A vida adulta chegou e eu me sinto numa transição. É estranho tudo isso que tá acontecendo, mas registro tudo aqui para que eu jamais me esqueça de todos os detalhes.






   Eu sei que vou aprender a lidar melhor com os meus sentimentos e mais do que isso: eu vou voar pra longe um dia.

sábado, 26 de maio de 2018

Me deixa ir embora

     Não foi fácil, não foi fácil dizer ''não'' todas as vezes em que você me procurou. Toda vez que aparecia a sua foto no whatssap, com a notificação de mensagem nova, o meu peito palpitava. Mas eu não podia e não posso. Não foi fácil!
    Inúmeras vezes do meu dia eu me pego pensando como seríamos hoje, caso tu não tivesses pisado na bola. Sim, eu culpo você. Posso ter errado algumas vezes, mas acredito que você é responsável pela maioria das coisas que aconteceu. E sim, eu escrevo aqui, porque não tenho coragem de ir atrás de você pra dizer tudo o que eu sinto e penso. A minha racionalidade me proíbe e, felizmente, é a ela que eu obedeço agora. É clichê, eu sei, mas todas as vezes em que eu fui atrás de você, simplesmente porque os meus sentimentos falaram mais alto, eu me fudi.
    Eu pensei que seria tão fácil te deletar da minha vida, e foi, mas ainda é tão complicado. Te ver pelos corredores é desagradável, árduo e difícil. Porém, sabe o que mais me dói? O fato de que você não facilita, tu não me esqueces, tu não segues em frente. E isso ao mesmo tempo que machuca você, me machuca também, porque eu percebo os seus olhares e noto o seu comportamento. Sim, eu ainda te conheço, da cabeça aos pés, do cérebro ao coração. Sei que deve ser árduo ver alguém que você gosta com outra pessoa e sei que é exatamente assim que você se sente, mas eu não posso... Tudo está tão óbvio, pena que você não enxerga. Espero, do fundo do meu coração, que você faça com alguém o que você não fez comigo (que você tenha mais empatia, mais amor, mais carinho, atenção, porque felizmente, eu não posso voltar atrás de tudo o que eu enfrentei sozinho).
    Lembra que eu disse que às vezes me pego pensando em você e de como estaríamos hoje, caso você não tivesse pisado na bola? Então... A partir disso, eu traço uma linha de pensamento, de tudo o que você fez e me machucou: de todas as vezes que eu gritei socorro e você abafou minha voz, de todas as vezes que eu quis fugir, mas tentei ficar pelo amor que eu sentia por você. E aí eu vejo que não vale a pena. Você é como uma bomba com as pessoas ao seu redor: a qualquer momento pode explodir e machucar todos que te amam.
    Dói pensar em você, dói pensar no seu corpo, dói pensar em tudo o que a gente viveu junto apenas em alguns meses. Mas a culpa não foi e não é minha. Me desculpa, mas a minha racionalidade não me permite.



                                                                           Don't worry my love,
                                                                           we're learning to love
                                                                  But it's hard when you're young
                                                                      The Chainsmokers, Young

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Uma história sem precedente

        Foi estranho, talvez. Mas convenhamos que ele chegou primeiro, Guilherme tentava cada vez mais entender isso, entretanto, mais e mais aquilo se tornava árduo e doloroso. Foi maravilhoso quando conheceu Jin, era um amor recíproco, se tornando sempre mais forte, caloroso e poderoso. No entanto, muita coisa estava por vir, colegas chegaram a Guilherme e disse a ele que tudo aquilo era uma cilada, que ele seria mais uma vítima.
       Caro leitor, você acha que ele deu ouvidos? Não era do feitio de Guilherme ouvir conselhos, ele gostava de quebrar a cara (talvez seja incorreto usar essa expressão neste trecho). Mais tarde, depois que tudo era oficial, Gui descobriu que Jin já tinha ficado com todos os seus amigos, foi doloroso saber daquilo, sabendo que para um relacionamento se sustentar, é primordial que exista a confiança. Ele tenta ou tentava, cada vez mais colocar na sua mente que aquilo tudo tinha acabado e que agora Jin estava com ele, somente com ele. Mas era difícil quando ele pensava que ainda tinha o melhor amigo de Jin, Ercules, e eles já tinham ficado juntos. E Jin, continua dormindo com ele, só não sabemos se acontece alguma coisa, Gui acredita que não. Mas qual a verdade? Devemos confiar?
      Seria tão melhor se o único envolvido nessa história fosse somente o Ercules, mas também tem o Breno, o ex de Jin, que ainda gosta dele. Guilherme não sabia que era tão difícil ter um relacionamento, ele acreditava em conto de fadas: quando encontrasse o amor verdadeiro, posteriormente, tudo seria perfeito, iludido, as coisas jamais foram e serão assim.
      O protagonista da história se sente sozinho nessa, não sabe o que fazer, ele não quer pedir o conselho de ninguém, pois sabe que isso é uma atitude que ele deve tomar. Ele pensa, mas só imagina Jin com Ercules, Gui sabe que está errado, Ercules chegou primeiro, e como dito anteriormente, ele ainda é melhor amigo de Jin. Ele pensa em abandonar o barco, deveria? Ou ainda quer dar uma chance para esse amor? Já não sabe mais, todo esse lance de confiança está se tornando tão difícil, pra falar a verdade, ele se sente infantil diante de toda essa história, só quer apagar todos esses pensamentos ruins de sua mente, isso não está fazendo bem a ele.
       É necessário tentar esquecer, ou seria melhor terminar? O que seria mais saudável para ele? Acabar com o tóxico? Aliás, essa seria a palavra certa: tóxico?

sábado, 1 de julho de 2017

Grades invisíveis

       Hoje o dia amanheceu ensolarado, mas dentro de mim, estava um tempo nublado e chuvoso. Coisas foram acontecendo e eu não sei como vim parar aqui. Num dia, parecia tudo perfeito e alegre, no outro, já era totalmente ao contrário. Percebi que, na maioria das vezes, só escrevo quando estou triste, parece que é quando minha mente está mais criativa.
      Mas enfim, vim aqui expor todas as minhas lágrimas, é o lugar onde me sinto mais à vontade. Estranho, não? Ou eu deveria ter alguém pra desabafar? Não sei. As palavras escritas são mais aconchegantes.
      Era um entardecer de sexta-feira quando Guilherme recebeu a triste notícia que sua mãe tinha sido despedida, ela mesmo tinha contado a ele. Ele não soube o que sentir na hora, mas não havia nenhum sentimento bom em seu coração, era tristeza e pessimismo; e tudo aquilo tinha se juntado com todas as coisas ruins que aconteceram em seu dia. Com aquela notícia, tudo ia voltar novamente, sua mãe ia escorar nele, again and again and again, porque era assim que sempre foi e sempre será.         Existe uma solução? Creio que só quando Guilherme sair de casa. Entretanto, aí está o problema, ele se sente preso em uma prisão invisível, parece que não tem saída, pensa em várias soluções, mas a luz no final do túnel parece que nunca vem.
     Coitado de Guilherme, já está tão cansado de todo o peso vir sobre ele, sempre foi cobrado, injustamente, por algo que não era da sua responsabilidade pagar. Aquele sol que encontrou no fim do ano, acho que ele desapareceu, acho não, tenho certeza. Todas as esperanças que ele teve para este ano, será que morreram? Ou ainda resta alguma coisa? Esse menino sonha tanto, mas já não sabe se tem forças para realizar os seus sonhos. Creio que suas energias estão se esgotando, o que acontecerá quando tudo ficar obscuro e ele não conseguir se levantar? Alguém irá levantá-lo? Alguém irá dar a mão para ele?
    Guilherme não aguenta mais lutar, ele só queria ir pra uma praia e observar como tudo que Deus fez é tão bonito, mas nem isso consegue. Tudo o que sobrou foi só pessimismo, que reina e talvez sempre reinará.





                                                                               Sorte de quem o tem.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Árvore seca

     Sinto-me como uma árvore seca. Não dá frutos e já não nasce mais folhas verdes e saudáveis. Seria apenas um momento ou uma eternidade? Vivo momentos que não deveriam, ao menos, serem vividos agora. Apresso o que não deveria existir. Estaria eu errado ou a sociedade que me corrompeu?
    Não queria sentir! Eu deveria me inundar nesse mar de sentimentos ou ser apenas uma árvore seca? Eis a resposta que não consigo encontrar. Qual seria o problema? Eu?
    Aqui é um texto de um garoto que não se sente preparado para viver, se sente julgado pela sociedade. Quando sai, sente a dor dos olhares, não sabe como agir, não sabe como pensar. Queria ser o orgulho, mas é o mar de decepção. A sociedade condena, corrompe e destrói. Ele é apenas uma tv, a sociedade é o telespectador, e ela possui o controle, o controle do entretenimento, ela controla o que ele mostra, o que ele vive. Assim se sente, controlado, manipulado.
     Como romper? Como quebrar? Ele tenta ter forças, mas algo o joga no chão e ele se sente incapaz, impotente e inconsciente. Ama o dom da vida, entretanto, não sabe se desfruta dele. Está sendo uma ilusão ou uma verdade o que ele vive? Não sabe. Tenta mudar, a mudança acontece, porém o mundo volta ao normal. É necessário trocar os óculos, mudar o grau. Será que a visão melhoraria? Sim! Há esperança, não desanime. Há outros, outros como você. Então, árvore seca, não morra. Floresça, dê frutos. Assim todas verão o quão grande você se tornou. E quando o vento bater, que ele leve todas as folhas que um dia foram secas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A noite que o garoto amou

     Era um dia normal da semana, o garoto acordou e foi logo se preparar para ir trabalhar. No entanto, na hora que ele lembrou que era o dia do encontro, deixou de ser um dia normal. Foi estranho, mas ao mesmo tempo, bom. Horas passaram, pensamentos vieram, e a hora chegou. Ficou com medo, pensou em desistir, mas ele não podia, queria ver como era. Queria sentir o beijo, as mãos se cruzando, o coração batendo e os olhos brilhando: foi exatamente assim aquela noite.
    Mas calma! Ainda tem chão. Foi um mês de conversa. O garoto estava descobrindo um novo mundo, para ele era tudo tão... ''errado''. Entretanto e ainda assim, ele se permitiu. Áudios de boa noite, trocas de músicas, todas as noites eram assim. Apenas um ''boa noite, dorme bem'' o deixava especial. O garoto se sentia envolvido por uma nuvem de amor, uma nuvem que logo desapareceria e faria o garoto cair sem paraquedas. Amigos não o entendiam, aliás, nem ele mesmo, achava que tudo que estava vivendo era errado. Ele estava errado.
    O tempo foi passando e as brigas começaram a morar no coração. Apesar de opostos, não estavam mais se atraindo. Duas cargas de mesmos sinais, eram assim, se repeliam o tempo todo. E quando se reconciliavam, logo logo, já estavam em conflito. Foi um namoro ou apenas um beijo sem compromisso? O garoto não conseguia compreender. E chegou um dia em que o menino estava começando a se sentir usado. Coitado! Aquilo de ''siga o seu coração'' era cilada, ele não entendeu, teve que quebrar a cara. Valeu a pena? Acredito que sim! Ou não?
     Aquela noite ele amou, ah se ele amou... Começou a ficar nervoso, a hora estava chegando, ele devia fugir? Estava com medo, um pouco além do normal. E aconteceu! Se viram, foi estranho, não houve nem um ''quebra-gelo'', apenas um ''vamos?''. Chegaram ao shopping, sentaram na mesa e começaram a conversar sobre um assunto aleatório. Não estava agradável, aquele não era o lugar.
    -Vamos embora?
    -Ok.
    Chegaram em uma praça, estava um pouco escura, mas o silêncio da noite era, de certa forma, reconfortante. Os olhos se cruzaram, a mão foi ao pescoço e aconteceu, se beijaram! Tinha um gosto estranho, um gosto de amor. A barriga estava estranha, parecia que tinha muito gelo dentro, era um gelo bom. O segurança chegou e tiveram que sair, mas ainda assim, continuaram se amando. Saíram de mãos dadas e no final da noite foi aquilo:
     -Tchau, te amo!
     -Tchau.


    Sinto em informar ao leitor que não foi recíproco, nada era. O garoto não sabia, mergulhou fundo em um amor raso e ainda há marca no coração dele (ela precisa ser queimada e esquecida). Depois daquela noite, nunca mais se falaram, foi como se nada tivesse acontecido. O garoto se sentiu usado, sentiu-se como um passatempo. Que sensação ruim! Ele não devia ceder, entretanto, sempre que era procurado, queria tomar mais uma dose daquele mesmo amor. Acabou se viciando, e um dia, foi obrigado a parar de tomar, já não havia mais.



                                          Aquela foi a noite que o garoto amou.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Culpado e indeciso

        Letras, o que seria do garoto sem elas?
       Ele não sabe o que está acontecendo. Não sabe o que fez com a vida e muito menos como foi parar ali. Como é viver? Como é ser? Porque ele não está sendo. Ele não ficou mal pelas coisas que fez, mas por ter gostado.
      2016 foi o pior ano da vida dele, não por ter tido experiências, mas por ter quebrado tudo o que ele disse que não faria - a verdade é que nada tem feito sentido. Quem teria as respostas para todas as perguntas? Você? Porque, ao certo, ninguém sabe! Todos estão com dúvidas em sua mente, mas no fundo, acham que possuem a resposta. Mero engano. 
      Um pássaro que saiu da gaiola, mas não soube se equilibrar no voo, é assim que o garoto se sente. Caiu, mas não conseguiu se erguer. Alguém poderia ajudá-lo? Do chão quer sair, mas não sabe se levantar. Todas as palavras de encorajamento para que tudo fique bem, nada adianta, porque no fundo, ele sabe que está triste. Deixou a infelicidade entrar, ela não quer sair. Ele a convidou? Ela bateu à porta, e ele a obrigou a entrar. Estava cansado de ser feliz, queria turbulência, mas o garoto mal sabia o que estava por vir.       
       Deixou de ser passageiro para ser tempestade, de hóspede passou para morador, de céu limpo e com sol passou para nublado. Aquele garoto! Era assim que ele estava e se sentia. Ah se ele soubesse de como isso tudo seria e terminaria! Mas qual o final da história? É apenas a introdução ou o prefácio? E de quem é a dedicatória? Porque este texto está apenas prestes a começar. Páginas amarelas e capa marrom, não pretas, o marrom é melhor, dá uma ideia de baú: velho e que ninguém quer abrir.
       Ah garoto! 17 anos de idade e já se sentia mal. Promessas não cumpridas, palavras repelidas, é isso? A vida começou e pra ele acabou, ah garoto, era ele, a tempestade de todos os dias.
      Os amigos, a família, nada já não importava, ele só queria mesmo era ficar de bem consigo mesmo (algo que já não sentia há muito tempo). Ele não quer responsabilizar ninguém, porque no fundo, foi o culpado pelos seus atos e merece a sentença, a sentença da tristeza e da lentidão: era assim que estava ele!
      Gay? Talvez, já não sabia mais. Um dia tinha certeza, no outro, não sabia nem o significado dessa palavra que era formada por três letras: uma consoante, uma vogal e outra consoante (mas que tinha um significado e tanto para o garoto). Alguns diziam que era morte, outros, felicidade. O que a sociedade quer? Indecisão? Culpa? Não se preocupem, o garoto já se sente assim: culpado e indeciso. Não por ser assim, mas por terem feito ele se sentir culpado e indeciso. Culpado e indeciso: seu nome e sobrenome. Culpado e indeciso, era o garoto. 
      Queria que seu nome tivesse significado, porque ele era volúvel e inconstante e tudo que queria era uma decisão (algo que já não tomava há alguns dias). Ele foi ao bar, pediu o garçom uma dose de decisão, o moço, achando estranho, deu a ele uma garrafa de tristeza (as pessoas só iam ali por aquela bebida). Uma pena, o garoto queria ser diferente, mas ninguém entendia, nem mesmo o garçom, que já morava ali naquela monotonia. E nem mesmo forasteiro, que era estrangeiro, poderia ser o curandeiro.
     É o fim, não quero revisão, talvez seja tudo uma ilusão na minha indecisão!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

15/01/2017

   Aquela frase. No momento em que eu a ouvi, senti um soco no meu estômago. Foi tão estranho e, ao mesmo tempo, ameaçador. Uma dor intensa e lenta, e a todo tempo me faz lembrar do ocorrido. Passei horas pensando a respeito. Algo aconteceu! Ganhei forças. Forças para lutar, para acabar, para desafiar. Eu quero revolucionar, eu quero me tornar, eu quero mudar. Não só por mim, mas por todos os indivíduos que passam pelo mesmo problema, ou melhor, que passaram e ainda irão passar. Eu me sinto na responsabilidade de lutar.
  Talvez nada mude, vivemos na incerteza do amanhã. Entretanto e ainda assim, é necessário lutar.











                                 Nasci para quebrar conceitos, preceitos, estereótipos.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Eu faria parte disso?

     Eu faria parte disso?
     Os meus sentimentos são tão contrários, não me deixam ser íntegro. Sou como uma peça que não encaixa no quebra-cabeça. Por mais que eu queira, por mais que eu tente, não me encaixo e não me completo. Sou frio, sou inconstante, mas queria renunciar a tudo isso. Admiro o amor, mas não consigo amar. Ele é onipotente e onipresente, entretanto, sinto que está um pouco longe de mim.
    Tento, penso, insisto, mas seria um sentimento meu?
    Eu, Fábio, me sinto como o José de Carlos Drummond de Andrade. Um homem triste e que reflete sobre tudo, mas que a esperança ainda habita-o; por mais que a festa tenha acabado e todo mundo tenha ido embora, continuarei seguindo.
    Estou tentando colocar a reciprocidade em tudo que tenho feito, quero o sentimento mútuo, estou desgastado de todo o sofrimento da primeira parte. As atitudes, os sentimentos, os pensamentos, não partirão mais de mim. Renuncio e abdico a tudo isso. Eu não faço mais parte de tais coisas. O sentir de um pequeno garoto, talvez é algo que está se tornando irrelevante e já deixou de ser prioridade. A única comoção que está em mim é a gratidão, sou grato a tudo que sou e a tudo que tenho, pois assim, me torno uma onda que derruba tudo que vem à frente, daqui alguns anos um dilúvio, mas agora sou uma maré baixa.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

2016


         Meu coração está em perfeita desordem. Uma quantidade significativa de sentimentos inundam-me e eu me desarmo por inteiro. O meu corpo está em constante mudança, tanto a parte física como a racional, porém não sei se quero crescer. Haveria mais dor? Se sim, eu rejeito esse crescimento! Reparo o mundo todos os dias, tudo parece tão monótono. Não quero fazer parte dessa monotonia. Sinto-me como uma roda gigante, que não para de girar, mesmo que lentamente. Pessoas entram e saem, se divertem e vão embora, qual seria o valor para entrar no brinquedo? Conquistar o meu amor? Talvez. Eu não posso parar de girar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Passado esmagado!

    É incrível como ao passar dos anos, as coisas mudam. Às vezes, fico olhando os posts ''antigos'' que escrevi e percebo o quanto eu mudei. E notamos que a vida é feita disso, feita de fases. E devemos nos acostumar à mudança. Mudamos o jeito de ser, o jeito de agir, e inclusive o jeito de pensar. E o principal: paramos de falar com pessoas que nunca imaginaríamos nos afastar - e isto, de fato, aconteceu comigo.
    Tudo começou na 4° série, minha caneta caiu, e eu, logo, fui abaixar-me para pegá-la; e ela (a garota), do nada, apareceu. Mas o inesperado aconteceu, eu tinha feito algo, uma coisa que até hoje sinto vergonha, EU TINHA SOLTADO UM PUM; e esse foi o nosso segredo! Algum tempo se passou depois disso e nos tornamos cada vez mais amigos. Nunca pensei que uma amizade poderia me suprir tanto.
    Começamos a conversar mais e mais, sentávamos juntos todas as aulas, e todos já sabiam que era eu e ela, a melhor dupla da sala. O tempo se passou, e minha mãe me falou que iríamos nos mudar, inclusive, para uma cidade ''longe'' dali; não gostei da ideia, não mesmo. Mas eu não tinha opção, teria que me despedir daquela vida, teria que deixar aquela escola, os meus ''amigos'', todos os momentos, até os meus professores (sim, eu amava até os professores, e eles também me amavam).       Foi difícil no começo, me acostumar a uma escola nova, pessoas novas, a qual eu não conhecia nenhuma. E eu, sempre tímido, era um pouco difícil fazer amizade, até por que, é complicado quando se é o ''nerd'' da sala. Meses se passaram, e eu meio que já conhecia uma boa parte da escola, estava começando a me acostumar com a ideia de uma escola nova, já estava ali, era minha única opção. PORÉM nunca aceitei a viver numa cidade que não tem nada a vê comigo. Sinto que meu lugar não é aqui, mas isso não vem ao caso agora...
    Os tempos mudaram, e eu já estava acostumado com a ideia de viver algo novo, e mesmo assim, nunca deixamos de nos falar, independente de eu morar longe, éramos melhores amigos. E parece que quanto mais longe, mais ligados éramos. É difícil explicar essa ligação que havia, mas era algo real, algo que eu nunca achei que iria ter, mas que eu consegui, uma amizade ''verdadeira''. E todos da minha família, quando eu ia sair, já sabiam, sabiam com quem eu iria sair. Era bom isso, porque eu não precisava sempre falar com quem eu ia ao shopping, ou andar para conversar (NOSSA, como era bom aquelas caminhadas, eu dizia tudo que vinha à minha mente).
    Ah! Mas as pessoas mudam, e tudo acabou. Não por minha culpa, mas dela. Ela conheceu uma guria e achou que era seu mundo. Mas era difícil notar que ela estava cega. Tentei tirar suas vendas, mas ela não queria ver, não queria enxergar o que estava em sua frente. No entanto, mesmo assim, tentei seguir em frente, tentei ignorar todas as alfinetadas que essa menina me lançava, e eu, um pouco nervoso, estava guardando aquilo para mim. Até que um dia, fiquei sabendo que a situação estava piorando (aliás, eu já sabia, só ignorava).
    Era uma sexta-feira, eu a chamei para ir ao shopping, comigo, pagar umas contas, e talvez, tomar um sorvete e ficar conversando (o que na maioria das vezes, sempre fazíamos).  No entanto, ao dar 18h20min, e eu estar atravessando a faixa de pedestre para chegar ao shopping, vejo que ela não está lá me esperando. Eu não estava acreditando no que estava vendo, pensei que algo grave podeira ter acontecido, por isso, liguei os dados móveis e a perguntei onde ela estava. Não acreditei no que estava lendo, mas era clara aquelas palavras: ''estou aqui com ela''. Fiquei sem reação.
      -Ainda quer que eu vá?
      -Não, não precisa.
    E esse foi o fim, 7 anos jogados fora, e é por isso que eu disse: ''tudo não foi minha culpa''. Mas sim, dela. Será um passado que quero esquecer, estou decidido a seguir em frente, e levarei isso como experiência. Posso estar sendo frio, mas foi preciso, senão as pessoas nos fazem de otários, e eu estou cansado. Sempre fui o ''vilão''. Mas agora é o fim, quero mudar!
    E cá estou eu, relatando um fato inesquecível em minha vida, para daqui alguns anos, eu ler e ver o que aconteceu, para não cometer a mesma burrice. E é incrível como alguns versos do poema do Augusto dos Anjos sempre vêm à minha mente: ''o beijo, amigo, é a véspera do escarro, a mão que afaga é a mesma que apedreja''.




                                                                                                   
                                                             -Relatos de um pequeno pensador...
 
   

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

domingo, 14 de fevereiro de 2016

The Reality

       Bom, hoje nem sei sobre o que irei escrever. Quero apenas falar sobre algo aleatório, como por exemplo: A VIDA.
       Todos, sem exceção, quando crianças, querem ser adultos. E bom, quando crescemos, tudo muda! É incrível como o mundo te obriga a amadurecer, E daí, vemos como tudo é verdadeiramente. Nossa, como eu daria tudo para voltar a ser criança :v. Não nos preocupamos com problemas, e nossa, que palavra forte: P R O B L E M A S.
        Ultimamente, 24 horas, não sai pensamentos da minha cabeça. A maioria são coisas ruins SHUAHAUUAHHU. E nossa, não sei como lidar com isso, por isso, vim aqui escrever <3. Esse blog é como se fosse um diário, e isso é confortável, sabe? '-'
      Tenho ouvido músicas, porque ajuda muito (e como ajuda).  Antigamente, eu via as pessoas falando de cantores, que alguns álbuns deles, era a perfeição e que definiam a vida deles (das pessoas). E eu acredito que finalmente me identifiquei com um, que define minha vida e quem eu sou e.e. Nunca pensei que essas músicas seriam algo tão tocante em mim. Então, é o X do Ed Sheeran.
     Pois é, eu só vim aqui dizer isso mesmo SUHUAUAUAHUH, nunca estive tão sem criatividade para escrever como eu estou hoje. So...





          This is how it ends

terça-feira, 26 de janeiro de 2016