sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Amar é sinônimo de dor

     Tudo começou em 03 de março de 2016, quando eu o encontrei. Os olhares, os corpos, eles se conectaram. E todos os dias, tudo se intensificava. Quando viram, as coisas já estavam sérias entre Guilherme e Jin. Posteriormente, o namoro se tornou oficial.
     Gui conheceu a família de Jin e vice-versa, o sentimento ficou maior, já não era um gostar, mas sim um amar. Todos os dias era amor e carinho. Gui achou mesmo que tinha encontrado o significado da palavra amor, mas na verdade, ele não sabia que dor era sinônimo dessa palavra. No momento, Gui está perdido, com o coração cheio de feridas, já não sabe mais o que fazer, sente que algo ruim está por vir, será?
     O problema do garoto é que ele tinha a mania de achar que o amor era duradouro, apenas engano, ele é passageiro, e quando se vê, ele já sumiu, e aí você se encontra no chão, com o coração fora do peito, palpitando por sobrevivência. E assim se encontra Gui, sente o medo, a dor, de ficar sem o seu amor. Jin queria um relacionamento aberto, mas o garoto deixou claro que a relação entre eles seria monogâmica, Jin não insistiu; disse que escolhia o garoto, que o amava e que abriria mão de suas vontades para ficar com ele. Será mesmo que vai ficar? Gui não aguenta mais sofrer, sentiu a dor de um amor em 2015 e em 2016, será que ele irá sentir a mesma dor em 2017? Ele já não aguenta mais, seu coração clama pela dose do amor, sente que está perdendo sua fonte. Jin irá alimentá-lo?
    Na noite passada, Guilherme falou para Jin que não conseguia mais digerir o clima que estava entre eles, tentaram seriamente se resolver, podemos dizer que deu ''certo''. Mas a todo momento, o garoto sente medo de voltar pra lama, porque sabe que o amor possui riscos. Mas mesmo assim, decidiu seguir, tentar arriscar. Ele sabia que não podia fazer isso, pois poderia ficar debilitado novamente, porém quis seguir em frente. Agora, se encontra com medo, de mais uma vez estar em uma via de mão única. O que fazer? Gui está com medo de continuar tomando a dose desse amor, porque já está viciado, e se uma hora acabar? Como irá ficar?
      -Largado, jogado, procurando por ele.
   Se tudo acabar, o garoto sabe que deve seguir em frente, mas qual o objetivo dos relacionamentos? Os amantes se conhecem para depois separar? Não tem nexo, se houver um fim, o garoto irá se fechar, definitivamente, e nunca mais irá beber dessa bebida que se chama amor, porque descobriu que ela possui efeitos colaterais, como por exemplo, a dor.





                                                                      Relatos de um coração fragmentado...

domingo, 30 de julho de 2017

Tremenda escuridão

   Foi tão real, é como se eu realmente estivesse lá. Aquele sonho, ele me fez lembrar exatamente como eu vivera alguns anos atrás: naquela indecisão. Eu já estou cansado, não quero isso mais e não deixarei isso me abalar. Caro leitor, não irei descrever o pesadelo que tive esta noite, pois não quero relembrar cada detalhe daquela tremenda escuridão a qual eu estava imerso. Foi horrível, agoniante, amedrontador. Não posso deixar o passado me prender novamente em algo que demorei anos para superar. As raízes tentam cada vez mais me puxar para onde vim, mas elas esqueceram que eu as cortei definitivamente.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Uma história sem precedente

        Foi estranho, talvez. Mas convenhamos que ele chegou primeiro, Guilherme tentava cada vez mais entender isso, entretanto, mais e mais aquilo se tornava árduo e doloroso. Foi maravilhoso quando conheceu Jin, era um amor recíproco, se tornando sempre mais forte, caloroso e poderoso. No entanto, muita coisa estava por vir, colegas chegaram a Guilherme e disse a ele que tudo aquilo era uma cilada, que ele seria mais uma vítima.
       Caro leitor, você acha que ele deu ouvidos? Não era do feitio de Guilherme ouvir conselhos, ele gostava de quebrar a cara (talvez seja incorreto usar essa expressão neste trecho). Mais tarde, depois que tudo era oficial, Gui descobriu que Jin já tinha ficado com todos os seus amigos, foi doloroso saber daquilo, sabendo que para um relacionamento se sustentar, é primordial que exista a confiança. Ele tenta ou tentava, cada vez mais colocar na sua mente que aquilo tudo tinha acabado e que agora Jin estava com ele, somente com ele. Mas era difícil quando ele pensava que ainda tinha o melhor amigo de Jin, Ercules, e eles já tinham ficado juntos. E Jin, continua dormindo com ele, só não sabemos se acontece alguma coisa, Gui acredita que não. Mas qual a verdade? Devemos confiar?
      Seria tão melhor se o único envolvido nessa história fosse somente o Ercules, mas também tem o Breno, o ex de Jin, que ainda gosta dele. Guilherme não sabia que era tão difícil ter um relacionamento, ele acreditava em conto de fadas: quando encontrasse o amor verdadeiro, posteriormente, tudo seria perfeito, iludido, as coisas jamais foram e serão assim.
      O protagonista da história se sente sozinho nessa, não sabe o que fazer, ele não quer pedir o conselho de ninguém, pois sabe que isso é uma atitude que ele deve tomar. Ele pensa, mas só imagina Jin com Ercules, Gui sabe que está errado, Ercules chegou primeiro, e como dito anteriormente, ele ainda é melhor amigo de Jin. Ele pensa em abandonar o barco, deveria? Ou ainda quer dar uma chance para esse amor? Já não sabe mais, todo esse lance de confiança está se tornando tão difícil, pra falar a verdade, ele se sente infantil diante de toda essa história, só quer apagar todos esses pensamentos ruins de sua mente, isso não está fazendo bem a ele.
       É necessário tentar esquecer, ou seria melhor terminar? O que seria mais saudável para ele? Acabar com o tóxico? Aliás, essa seria a palavra certa: tóxico?

sábado, 1 de julho de 2017

Grades invisíveis

       Hoje o dia amanheceu ensolarado, mas dentro de mim, estava um tempo nublado e chuvoso. Coisas foram acontecendo e eu não sei como vim parar aqui. Num dia, parecia tudo perfeito e alegre, no outro, já era totalmente ao contrário. Percebi que, na maioria das vezes, só escrevo quando estou triste, parece que é quando minha mente está mais criativa.
      Mas enfim, vim aqui expor todas as minhas lágrimas, é o lugar onde me sinto mais à vontade. Estranho, não? Ou eu deveria ter alguém pra desabafar? Não sei. As palavras escritas são mais aconchegantes.
      Era um entardecer de sexta-feira quando Guilherme recebeu a triste notícia que sua mãe tinha sido despedida, ela mesmo tinha contado a ele. Ele não soube o que sentir na hora, mas não havia nenhum sentimento bom em seu coração, era tristeza e pessimismo; e tudo aquilo tinha se juntado com todas as coisas ruins que aconteceram em seu dia. Com aquela notícia, tudo ia voltar novamente, sua mãe ia escorar nele, again and again and again, porque era assim que sempre foi e sempre será.         Existe uma solução? Creio que só quando Guilherme sair de casa. Entretanto, aí está o problema, ele se sente preso em uma prisão invisível, parece que não tem saída, pensa em várias soluções, mas a luz no final do túnel parece que nunca vem.
     Coitado de Guilherme, já está tão cansado de todo o peso vir sobre ele, sempre foi cobrado, injustamente, por algo que não era da sua responsabilidade pagar. Aquele sol que encontrou no fim do ano, acho que ele desapareceu, acho não, tenho certeza. Todas as esperanças que ele teve para este ano, será que morreram? Ou ainda resta alguma coisa? Esse menino sonha tanto, mas já não sabe se tem forças para realizar os seus sonhos. Creio que suas energias estão se esgotando, o que acontecerá quando tudo ficar obscuro e ele não conseguir se levantar? Alguém irá levantá-lo? Alguém irá dar a mão para ele?
    Guilherme não aguenta mais lutar, ele só queria ir pra uma praia e observar como tudo que Deus fez é tão bonito, mas nem isso consegue. Tudo o que sobrou foi só pessimismo, que reina e talvez sempre reinará.





                                                                               Sorte de quem o tem.

sábado, 22 de abril de 2017

Gratidão

        Se tem um sentimento que descreve tudo o que estou sentindo é: gratidão.
        O ano passado foi um ano muito conturbado pra mim, passei por coisas que nunca imaginei, minha vida tinha se tornado um verdadeiro furacão. E, geralmente, eu sempre exponho esses fatos aqui, mas a questão é que eu nunca escrevo quando estou feliz, e foi o que decidi, irei contar o que aconteceu na minha vida...
       Janeiro chegou e com ele, o meu desespero também. Dia 09 de janeiro era o dia que ia sair o resultado do vestibular. Fiquei tão ansioso e apreensivo que chorei; não sei o que seria da minha vida se eu não passasse, e muito menos o que iria fazer. Confesso que foi um dos momentos mais difíceis que já vivenciei.
       Acordei, não era um dia qualquer, era o dia que ia sair o resultado, eu estava apreensivo, como sempre, mas dessa vez era fora do normal. Tomei banho pra me arrumar pro trabalho, logo após isso, comecei a conversar com uma amiga, ela disse que tinha sonhado comigo, eu, medroso, perguntei se era ruim ou bom, ela disse que foi horrível.
      -Você não passava no vestibular.
       Corri para o banheiro e comecei a chorar, queria colocar todas aquelas lágrimas pra fora.
      Ok, superei isso. Almocei e fui pra parada pegar o ônibus, cheguei ao trabalho e fiquei olhando para o relógio o tempo todo, às 17:00 o resultado ia ao ar. Deu 17:30, a maioria dos funcionários já tinham ido embora, decidi olhar e ver o que seria da minha vida dali pra frente. Entrei no site, digitei apenas o primeiro nome, tive medo de colocar o nome completo, quando vi, MEU NOME ESTAVA LÁ! Eu comecei a tremer, foi uma sensação inexplicável, nunca me senti tão completo e vivo, eu tive orgulho de mim, tudo o que passei, todo o tempo que dediquei, posso dizer que tudo valeu a pena. Contei para o meu chefe, e ele, orgulhoso, me parabenizou. Saí correndo para contar para uma amiga, bati na porta, tremendo, e quando ela abriu, eu gritei: ''EU PASSEI NA UNB''. Ela me abraçou, e naquele aconchego, eu vi que ela estava sentindo o mesmo que eu: uma grande felicidade e uma paz enorme, além do conforto que aquele resultado me proporcionou, porque agora, eu sabia o que iria fazer da minha vida: eu ia estudar na universidade que sempre sonhei.
     Cheguei em casa e falei pra minha mãe que tinha algo para contar a ela, e de repente, eu gritei: ''MÃE, EU PASSEI NA UNB''. Foi a melhor sensação da minha vida. Quando a olhei nos olhos, pude ver todo o orgulho que estava estampado. Posso dizer que 09/01/2017 foi um dos melhores dias da minha vida.
      E dali pra frente, tudo foi melhorando, foi como se eu tivesse acordado de um pesadelo, e tudo de ruim que aconteceu comigo tivesse passado. A vida resolveu me colorir. Aquela escuridão em que eu me encontrava preso sumiu! A luz resplandeceu, me senti como um pássaro livre, voando a todo momento e com um maravilhoso frio na barriga. Aquele menino que não saía, não se aceitava, não tinha amigos, ele morreu! Ele renasceu, e tudo a sua volta mudou. Foi como se a vida tivesse dado uma segunda chance, e ele a pegou com toda a garra.
     A gratidão, ela, sim, é um verdadeiro sentimento, e é tudo o que sinto agora. E ainda digo: Deus é perfeito!





    Deixo aqui neste post toda a minha felicidade e, caro leitor, jamais desista dos seus sonhos (aquela velha frase clichê, mas que se encaixa aqui), porque quando você o realiza, toda aquela escuridão desaparece e você pode ver o quão realmente a vida é prazerosa.
   

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Árvore seca

     Sinto-me como uma árvore seca. Não dá frutos e já não nasce mais folhas verdes e saudáveis. Seria apenas um momento ou uma eternidade? Vivo momentos que não deveriam, ao menos, serem vividos agora. Apresso o que não deveria existir. Estaria eu errado ou a sociedade que me corrompeu?
    Não queria sentir! Eu deveria me inundar nesse mar de sentimentos ou ser apenas uma árvore seca? Eis a resposta que não consigo encontrar. Qual seria o problema? Eu?
    Aqui é um texto de um garoto que não se sente preparado para viver, se sente julgado pela sociedade. Quando sai, sente a dor dos olhares, não sabe como agir, não sabe como pensar. Queria ser o orgulho, mas é o mar de decepção. A sociedade condena, corrompe e destrói. Ele é apenas uma tv, a sociedade é o telespectador, e ela possui o controle, o controle do entretenimento, ela controla o que ele mostra, o que ele vive. Assim se sente, controlado, manipulado.
     Como romper? Como quebrar? Ele tenta ter forças, mas algo o joga no chão e ele se sente incapaz, impotente e inconsciente. Ama o dom da vida, entretanto, não sabe se desfruta dele. Está sendo uma ilusão ou uma verdade o que ele vive? Não sabe. Tenta mudar, a mudança acontece, porém o mundo volta ao normal. É necessário trocar os óculos, mudar o grau. Será que a visão melhoraria? Sim! Há esperança, não desanime. Há outros, outros como você. Então, árvore seca, não morra. Floresça, dê frutos. Assim todas verão o quão grande você se tornou. E quando o vento bater, que ele leve todas as folhas que um dia foram secas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A noite que o garoto amou

     Era um dia normal da semana, o garoto acordou e foi logo se preparar para ir trabalhar. No entanto, na hora que ele lembrou que era o dia do encontro, deixou de ser um dia normal. Foi estranho, mas ao mesmo tempo, bom. Horas passaram, pensamentos vieram, e a hora chegou. Ficou com medo, pensou em desistir, mas ele não podia, queria ver como era. Queria sentir o beijo, as mãos se cruzando, o coração batendo e os olhos brilhando: foi exatamente assim aquela noite.
    Mas calma! Ainda tem chão. Foi um mês de conversa. O garoto estava descobrindo um novo mundo, para ele era tudo tão... ''errado''. Entretanto e ainda assim, ele se permitiu. Áudios de boa noite, trocas de músicas, todas as noites eram assim. Apenas um ''boa noite, dorme bem'' o deixava especial. O garoto se sentia envolvido por uma nuvem de amor, uma nuvem que logo desapareceria e faria o garoto cair sem paraquedas. Amigos não o entendiam, aliás, nem ele mesmo, achava que tudo que estava vivendo era errado. Ele estava errado.
    O tempo foi passando e as brigas começaram a morar no coração. Apesar de opostos, não estavam mais se atraindo. Duas cargas de mesmos sinais, eram assim, se repeliam o tempo todo. E quando se reconciliavam, logo logo, já estavam em conflito. Foi um namoro ou apenas um beijo sem compromisso? O garoto não conseguia compreender. E chegou um dia em que o menino estava começando a se sentir usado. Coitado! Aquilo de ''siga o seu coração'' era cilada, ele não entendeu, teve que quebrar a cara. Valeu a pena? Acredito que sim! Ou não?
     Aquela noite ele amou, ah se ele amou... Começou a ficar nervoso, a hora estava chegando, ele devia fugir? Estava com medo, um pouco além do normal. E aconteceu! Se viram, foi estranho, não houve nem um ''quebra-gelo'', apenas um ''vamos?''. Chegaram ao shopping, sentaram na mesa e começaram a conversar sobre um assunto aleatório. Não estava agradável, aquele não era o lugar.
    -Vamos embora?
    -Ok.
    Chegaram em uma praça, estava um pouco escura, mas o silêncio da noite era, de certa forma, reconfortante. Os olhos se cruzaram, a mão foi ao pescoço e aconteceu, se beijaram! Tinha um gosto estranho, um gosto de amor. A barriga estava estranha, parecia que tinha muito gelo dentro, era um gelo bom. O segurança chegou e tiveram que sair, mas ainda assim, continuaram se amando. Saíram de mãos dadas e no final da noite foi aquilo:
     -Tchau, te amo!
     -Tchau.


    Sinto em informar ao leitor que não foi recíproco, nada era. O garoto não sabia, mergulhou fundo em um amor raso e ainda há marca no coração dele (ela precisa ser queimada e esquecida). Depois daquela noite, nunca mais se falaram, foi como se nada tivesse acontecido. O garoto se sentiu usado, sentiu-se como um passatempo. Que sensação ruim! Ele não devia ceder, entretanto, sempre que era procurado, queria tomar mais uma dose daquele mesmo amor. Acabou se viciando, e um dia, foi obrigado a parar de tomar, já não havia mais.



                                          Aquela foi a noite que o garoto amou.